Pandemia mostrou que o mercado é melhor do que o controle de preços para garantir a oferta

Updated: Aug 19



O Brasil registrou uma queda de 0,38% dos preços em maio. O menor valor mensal desde agosto de 1980 (-0,51%). Maio foi o segundo mês consecutivo de deflação. Entre o final de março, abril e maio houve maior rigidez nas medidas de isolamento social, consequentemente, foram os meses com os piores indicadores de atividade econômica.

O medo inicial de desabastecimento que levou a uma corrida para os supermercados se dissipou em maio. A pressão sobre os alimentos em geral parece ter cessado (0,24%), aliviando o orçamento dos mais pobres. Subitens como cenoura (-14,95%) e frutas (-2,10%) ficaram mais baratos no período.

O item responsável pela deflação foi transportes (-1,90%), com destaque para os subitens gasolina (-4,35%) e passagens aéreas (-27,14%).

O grupo alimentação e bebidas (+0,24%) deixou de ser o segmento que mais sobe, dando lugar para artigos de residência (+0,58%), com destaque para os artigos de TV, som e informática (+4,57%).

Com a reabertura do comércio e flexibilização do isolamento social, alguns subitens devem puxar os preços para cima novamente. A demanda por combustíveis deve aos poucos retomar.

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