Inflação do Covid é baixa, por enquanto...

Updated: Aug 17



A inflação do mês de março ficou em 0,07%, o primeiro mês em que é possível sentir os impactos da COVID-19. O indicador próximo de zero ilustra a paralisação de boa parte da economia, principalmente na segunda quinzena do mês. As políticas de isolamento social tiveram forte impacto em setores como o das passagens aéreas, cujos preços caírem quase 17%. Em contraste, o preço do grupo de alimentos subiu 1,13% no mesmo período, também consequência da crise do novo coronavírus. No geral, o efeito da pandemia no Brasil e no mundo é de baixa inflação ou mesmo deflação. Isso em virtude da contração da atividade econômica. Os números semanais de solicitações de seguro desemprego nos EUA continuam acima dos 6,6 milhões pela segunda semana seguida. Os números não mentem, e demonstram como os pacotes de auxílio aos trabalhadores e as empresas são mais do que necessários nesse momento. Dados da inflação no Brasil e do desemprego nos EUA indicam que a economia continua precisando de respiradores. E será assim até o final do primeiro semestre. Agora, basta esperar uma retomada da atividade e avaliar os impactos das medidas anticrise nessa recuperação. O financiamento dos pacotes anticrise através da emissão de moeda poderá ter impacto inflacionário mais adiante. As medidas anticrise são importantes, mas é preciso ponderar sobre seus efeitos colaterais. O tratamento deve curar o paciente, e não provocar doenças crônicas que o Brasil conhece bem de seu passado.

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