Por que os economistas erraram tanto ao dimensionar o tombo?

A pandemia do novo coronavírus alterou completamente os rumos da economia. O vírus é um fator exógeno e imprevisível com uma solução que foge do controle apenas da política econômica.


Seria natural que as projeções após a chegada do novo coronavírus, mudassem completamente daquelas da virada de 2019/20.


Algumas visões mais catastrofistas indicavam uma queda superior a 2 dígitos para o PIB. Porém, com a maioria dos indicadores econômicos do segundo trimestres já conhecidos, o tamanho da queda no PIB está sendo revisto para cima. O tombo foi enorme mas bem aquém daquilo que chegou a ser cogitado.


A variação nas projeções e o erro dos economistas podem ser explicados por três fatores principais: i) a capacidade de adaptação digital das empresas e dos serviços foi subestimada; ii) o impacto das medidas anticrise não foi considerado; iii) a replicação do isolamento social em países com muita pobreza como o Brasil foi limitada.


O comércio eletrônico e a digitalização dos serviços ajudaram a manter parte da atividade econômica, mesmo com o isolamento social.


o auxílio emergencial beneficiou quase 30 milhões de domicílios com desembolso até o momento de R$182,87 bilhões.


O fundo do poço para foi entre abril e maio. A questão agora é sobre o formato da recuperação e as condições para a retomada. Veremos se as projeções melhoram.

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