Garantia guarda-chuva pode representar salto no volume de crédito para a atividade econômica

Updated: Aug 17



O juro alto sempre foi um dos maiores pesadelos do brasileiro. Mas a queda da taxa Selic, que teve início no final de 2016, começa a ter efeitos práticos para setores chaves da economia. Uma nova proposta do Banco Central pode ajudar.


Trata-se da implantação no Brasil daquilo que foi apelidado de garantia guarda-chuva, mecanismo através do qual o mesmo imóvel pode servir de garantia para mais de um empréstimo. Atualmente um imóvel serve de garantia tão-somente para um empréstimo.


Este mecanismo, existente em outros países como EUA, Reino Unido, Canadá, permitiria naturalmente um maior volume de empréstimos para um mesmo estoque de imóveis, estimulando a economia. Atualmente, o volume de crédito com garantia imobiliária não passa de 0,5% do mercado total de crédito, representando algo em torno de R$ 10 bi. Segundo o Banco Central, poderia chegar a cerca de R$ 500 bi, ou meio trilhão!


O aumento do volume empréstimos representa uma elevação da oferta de crédito, permitindo uma redução de seu custo. Estima-se que as taxas de juros desta modalidade devem ser mais baratas do que as do consignado, que usa o salário do trabalhador como garantia e que hoje se encontra em um faixa de 18% a.a para funcionário público e 32% a.a para o trabalhador do setor privado.


A taxa esperada para o crédito com garantia guarda-chuva seria semelhante à do financiamento imobiliário, hoje em torno de 7 a 8% ao ano.


Há um longo caminho a ser percorrido para que o Brasil possa finalmente se transformar em um mercado de oportunidades onde o empreendedor tenha vez, não precise virar rentista para ganhar dinheiro e consiga, com seu sucesso, gerar renda e emprego.

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