Efeito Orloff não vale mais, graças a Deus

Updated: Aug 19



Nos anos noventa era comum repetir o slogan da vodka Orloff para se referir às trajetórias semelhantes percorridas pelas economias de Brasil e Argentina: “eu sou você amanhã”. Crises na Argentina, em geral, antecipavam crises no Brasil.


Agora, os dois países parecem trilhar caminhos distintos na condução da política econômica. A visão do secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, equivalente ao antigo Ministério da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Troyjo em entrevista recente é correta: os sinais vindos da economia argentina são ruins.


A Argentina fechou 2019 com uma inflação de 53,8% e uma queda projetada do PIB de mais de 3% segundo projeção do FMI. Em contraste, o Brasil registrou inflação de 4,31% e deve crescer um pouco mais de 1% em 2019.

O problema é maior quando se comparam os caminhos dos dois países para os próximos anos. Enquanto o Brasil tem adotado uma política de reformas e liberalização da economia, a Argentina aposta em maior intervenção nos mercados.


Na Argentina de Alberto Fernandez há até mesmo uma versão moderna dos fiscais do Sarney, que fiscalizam a observância do tabelamento de preços mediante aplicativos. A chance de dar certo é a mesma do Íbis, autoproclamado o pior time do mundo, golear o Liverpool.


Se não tiver uma recaída, o Brasil não precisa ser a Argentina amanhã.

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