Um olho no dólar e outro na taxa de juros...

Updated: Aug 17




O mundo continuará de olho no coronavírus e em suas repercussões sobre a economia. A doença já infectou mais de 100 mil pessoas no mundo e a bolsa caiu abaixo dos 100 mil pontos, algo que não acontecia desde 8 de outubro. O dólar bateu todos os recordes nominais nessa semana apesar da ação do americano (FED) e do Banco Central brasileiro e deve continuar no radar na semana que vem.


O IBGE irá divulgar na próxima quarta-feira o índice oficial de inflação (o IPCA) de fevereiro de 2020. A confirmação de um cenário de inflação baixa pode pressionar ainda mais o Comitê de Política Monetária para redução da taxa de juros.


A inflação deve fechar o ano abaixo da meta de 4%. O último boletim Focus divulgado revisou a previsão de inflação em 2020 para 3,19%. É preciso lembrar que os efeitos do novo coronavírus ainda não devem ser observados neste indicador de fevereiro.


A reunião do Copom irá ocorrer exatamente uma semana após a divulgação do IPCA, em 18 de março, mesmo dia da Reunião do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos.


O novo coronavírus ainda não deve contaminar outro indicador importante, o da produção industrial de janeiro de 2020. A expectativa é de um recuo de 0,5% do indicador de janeiro em comparação a dezembro.


Apesar de um início ruim, o ano da indústria comparativamente a 2019 deve mostrar uma recuperação independentemente do coronavírus. Principalmente porque no ano passado a produção industrial recuou 1,1%.


A turbulência do novo coronavírus vai perdurar por mais alguns meses. Tanto a bolsa quanto o dólar devem continuar a sofrer seus impactos mais diretos. A recuperação deve acelerar a partir do segundo semestre quando possivelmente a epidemia estará contida e seus efeitos dimensionados de forma mais precisa.

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