Se o Estado apertar o cinto, dá para financiar mais 3 meses de coronavoucher

Updated: Aug 19





O auxílio emergencial previsto para três meses (abril, maio e junho), pode ser prorrogado até agosto.

O Ministro Paulo Guedes admitiu essa possibilidade. Entretanto, não ficou claro se haverá redução no valor de R$ 600 ou não. Na última sexta-feira o secretário especial Waldery Rodrigues afirmou que o governo pretende oferecer duas parcelas de R$300.

O aumento desses gastos com o auxílio precisa de uma contrapartida, pois a situação fiscal é crítica com projeção de déficit primário acima de R$ 650 bilhões.

Uma das possibilidades seria a redução temporária de salários de servidores públicos com uma renda superior a um valor base, por exemplo.

Apenas a título de exercício, uma redução de 25% da folha de salários da União, proporcional à redução da jornada de trabalho, permitiria poupar R$ 75,8 bilhões. Este valor poderia cobrir 3,3 meses de extensão do corovoucher a R$ 300 de benefício.

A extensão do auxílio se mostra necessária dada a situação atual de recessão e aumento do desemprego. Entretanto, o aumento de gastos irá requerer uma fonte clara de financiamento sob pena de gerar enorme incerteza sobre a sustentabilidade das contas públicas.

Sempre haverá alguém para propor uma saída mais fácil: a elevação dos impostos. Esta não é uma solução para uma economia em processo recessivo e cuja carga tributária já é excessiva comparativamente a outros emergentes.

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