Por um pacote do tamanho da crise

Updated: Aug 17



O Senado dos EUA finalmente aprovou medidas de ajuda à economia. O pacote representa um montante de US$ 2 trilhões, o equivalente a algo próximo a R$ 10 trilhões, valor 37% maior do que o PIB do Brasil em 2019 (R$ 7,3 trilhões).


É um megapacote que parece adequado ao tamanho da crise vivida em escala global, e que agora parece ter nos EUA seu epicentro.

Mesmo com a maior economia do mundo, os efeitos na economia dos EUA são devastadores. Os números de pedidos de seguro-desemprego saltaram de 282 mil na semana passada para 3,28 milhões nesta semana, 360% maior do que o recorde histórico anterior, registrado em 1982, de 695 mil pedidos.


A Alemanha adotou pacote de valor equivalente a 80% do PIB brasileiro. Também hoje a reunião virtual do G20 realizada aprovou um pacote de US$ 5 trilhões de ajuda a países em desenvolvimento.


No Brasil as medidas divulgadas até o momento não chegam a representar sequer algo próximo do montante das economias desenvolvidas. Rigorosamente, não há ainda um pacote global e coordenado em fase de implementação.


É claro que um país emergente como o Brasil tem menos recursos para enfrentar a crise. Especialmente depois de décadas de gastança com inutilidades, falta dinheiro para usar naquilo que é vital.


Mas não adianta chorar. É inescapável neste momento agir de modo eficiente implementando um programa abrangente de renda mínima capaz de atenuar a crise, especialmente para os segmentos mais vulneráveis da população.

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