Os três fatores que explicam a alta do dólar

Updated: Aug 17




O dólar está batendo consecutivos recordes nominais. Como sempre ocorre em Economia, o preço de qualquer bem, como o dólar, depende da lei da oferta e da demanda. Nem o Judiciário brasileiro é capaz de mudar esta lei.


Três fatores explicam por que o dólar está mais caro. Dois diminuem a oferta de dólares no Brasil. Um terceiro está associado ao aumento da demanda por esta moeda no mundo.


Em primeiro lugar, a desaceleração chinesa está derrubando os preços dos principais produtos que o Brasil exporta, as chamadas commodities, como soja, minério de ferro e açúcar. Isso diminui a oferta de dólares, aumentando o preço desta moeda.


Em segundo lugar, o hiato entre a taxa de juros brasileira e a dos países desenvolvidos caiu muito. Isso afasta aqueles investidores que operavam com base nesta diferença, descrita com a expressão em inglês de “carry trade”. Isso diminui a oferta de dólares no Brasil, pressionando o valor desta moeda.


Em terceiro e último, a crise do coronavírus gera incerteza e acentua a desaceleração chinesa. Isso faz com que os investidores diminuam suas posições em países emergentes, como o Brasil, e migrem seu capital para ativos denominados em dólar, considerados mais seguros. Isso aumenta a demanda por dólares no mundo, elevando seu preço.


Como tais fatores devem continuar por algum tempo, o dólar deve permanecer mais caro nos próximos dois meses. Nossa aposta é um intervalo entre R$4,20 e R$4,50. É um patamar elevado, mas não se prevê

explosão por um motivo simples: o Banco Central tem cacife para evitar que o dólar dispare.

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