Novo coronavírus: remédios e venenos

Updated: Aug 17





A proposta sobre abandonar o teto de gastos é equivocada. Não há o mesmo remédio para todas as economias nacionais. Quem tem contas equilibradas, como alguns países maduros, pode, e deve, estimular a economia.


Quem está quebrado, como é o caso do Estado brasileiro tem mais é que continuar a acertar as contas sob pena de elevar o risco país e afugentar investidores.


Em um momento de fuga para ativos de qualidade e horror ao risco no mundo inteiro é preciso garantir que o Brasil seja cada vez menos arriscado e não o contrário.


Para tanto é necessário prosseguir com o ajuste fiscal e não voltar à gastança a pretexto do novo coronavírus. Infelizmente equilíbrio fiscal é necessário, mas não o suficiente. Neste momento é preciso mais do que nunca encontrar mecanismos adequados para estimular o investimento.


A redução do risco regulatório e o permanente estímulo às parcerias público-privadas são fundamentais para aumentar o investimento privado, especialmente nos segmentos de infraestrutura.


A aprovação da PEC Emergencial e várias outras medidas para conter gastos correntes do Estado são essenciais para recuperar o investimento público sem comprometer o equilíbrio fiscal.


O preço do dólar nas alturas também não deve assustar. O Real desvalorizado estimula as exportações e inibe as importações ajudando a recuperação.


É claro que o Banco Central deve conter explosões especulativas e tem cacife para isso. Mas o dólar permanecerá em patamar elevado nos próximos meses, podendo baixar para um intervalo entre R$ 4,20 e 4,60 até o final do ano.

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