Em Davos sem Bolsonaro, Brasil vira a bola da vez

Updated: Aug 17




Teve início o Fórum Econômico Mundial em Davos, talvez o ambiente internacional mais importante para o debate de políticas públicas e mundiais em um âmbito misto de empresas e governos. Este evento, que chega a sua 50ª edição, foi criado e tem sido liderado pelo alemão Klaus Schwab.


No ano passado havia grande curiosidade acerca da posição do Brasil, que participava do encontro com a presença do presidente Bolsonaro, fazendo sua estreia internacional. Neste ano, o destaque é menor, o presidente e outras autoridades não estarão presentes. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, deverá apresentar a nova política econômica brasileira, tendo já resultados concretos do primeiro ano de governo.


Se os resultados não são brilhantes do ponto de vista de crescimento e desemprego, o país apresenta a menor taxa de juros da história, inflação baixa e uma perspectiva de recuperação que começa a ser mais consistente. Além disso, conseguiu aprovar uma reforma da Previdência abrangente, tarefa complexa politicamente, como, aliás, a experiência francesa recente mostra de forma muito clara.


O último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, ilustra bem este quadro macroeconômico moderadamente positivo. Para 2020, o crescimento do PIB foi revisado para cima, de 2,3% para 2,31% e a inflação recuou de 3,58% para 3,56%. Em contraste com outros emergentes e, em particular, com os vizinhos latino-americanos, o Brasil se diferencia de forma positiva perante os investidores.


Enquanto a Argentina padece de inflação anual superior a 50%, recessão e anuncia medidas intervencionistas; o Chile enfrenta forte instabilidade política e insatisfação social, gerando incerteza em relação a sua política econômica; o México sofre com uma administração intervencionista e estagnação.


Menos pelas suas virtudes e mais pela incongruência das políticas econômicas latino-americanas, o Brasil caminha, ainda que lentamente, para uma modernização da economia.

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