É cedo para entrar no bloco do coronavírus em relação à economia

Updated: Aug 17




Tanto no Brasil quanto no resto do mundo, o medo da desaceleração na economia mundial causada pela doença COVID-19, o novo nome do novo coronavírus, começa a fazer com que as revisões de crescimento sejam revistas.


No último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central a previsão de crescimento da economia brasileira foi reduzida de 2,3% para 2,23%.

Os efeitos econômicos da doença devem ser o assunto central da reunião de Ministros da Economia de países membros do G-20 a ser realizada na Arábia Saudita a partir desta quinta-feira.


A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, admitiu em um fórum em Dubai que o Covid-19 pode causar revisão na previsão de crescimento do FMI para a economia mundial. A previsão atual de 3,3% pode ser reduzida em 0,1 ou 0,2 p.p..


É alta a possibilidade da economia global registrar crescimento negativo r neste primeiro trimestre, algo que não ocorre desde 2009. O cenário mais otimista prevê um movimento em V na economia global. A atividade sofreria agora, no primeiro trimestre, com as restrições tomadas para a contenção da epidemia. Mas após a contenção do vírus, haveria uma retomada a partir do segundo trimestre.


Esta crença se deve principalmente ao poder do governo chinês em reaquecer a economia mediante políticas fiscal e monetária. Nesse sentido, o Banco Central chinês reduziu a taxa do instrumento de empréstimos de médio prazo (Medium term lending facility) de um ano de 3,25% para 3,15% ao ano.


Ainda é cedo para acreditar que a crise do COVID-19 comprometa a recuperação brasileira. Antes de entrar no bloco dos alarmistas, é preciso aguardar por mais informações para rever uma taxa de expansão da economia brasileira em 2020 superior a 2%.

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