Desemprego está caindo, mas lentamente

Updated: Aug 19



Apesar de todo mundo continuar preocupado com o coronavírus que já infectou quase 10 mil pessoas na China, o maior problema do Brasil continua e continuará sendo por algum tempo o desemprego.


A boa notícia é a de que no fim do ano passado a queda do desemprego acelerou e chegou a 11% afetando 11,6 milhões de pessoas. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 0,6 p.p.


A má notícia é a de que o declínio do desemprego continua lenta. Além disso, o problema não se restringe aos desempregados. A taxa de subutilização inclui não apenas o desemprego, mas a subocupação e o desalento.


Somando estas três categorias são 26,2 milhões de pessoas com dificuldades no mercado de trabalho. Apesar do desemprego estar caindo, a taxa de subutilização pouco caiu durante 2019, de 24,3% para 24,2%.


Tanto a taxa de desemprego quanto a taxa de subutilização caíram no fim do ano pelo processo de recuperação cíclica da economia, mas também pela natural sazonalidade do período do ano com a contratação de temporários para o período de festas. Assim sendo, não será nenhuma surpresa ou sinal para desespero se o desemprego voltar a subir no início de 2020. O processo de queda será retomado ao longo do ano.


Erradicar o desemprego não será tarefa fácil. Duas condições serão essenciais: primeiro, a retomada do investimento, especialmente em infraestrutura, que aumentará a demanda por mão de obra.


Segundo, e não menos importante, é preciso uma política pública que prepare a mão de obra para a era da inteligência artificial e recupere a produtividade.


O Brasil está atrasado nas duas frentes, especialmente na educação e preparação da força de trabalho.

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