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MINUTO DE ECONOMIA

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Recessão técnica e menor expectativa de expansão para 2022… A GO Associados revisou de 4,9% para 4,8% a projeção de crescimento do PIB em 2021 com base nos novos resultados. A confirmação do resultado ruim do 3º trimestre e a redução no resultado do 2º reduzem o carrego estatístico para 2021 que deve ser algo próximo de 0%. Com um carregamento estatístico menor a GO Associados revisou sua projeção de crescimento para 2022, de 1,7% para 1,1%. Com o resultado, a economia volta a ficar ligeiramente abaixo do patamar pré-pandemia. Mas cerca de 3% abaixo do maior valor da série iniciada em 1995, que ocorreu no primeiro trimestre de 2014. A queda do PIB no 3º trimestre de 2021 de -0,1% em relação ao 2º trimestre de 2021 veio pior do que a projeção da GO Associados, 0,0% e do mercado, alta 0,1%. O resultado foi puxado pelo desempenho do agronegócio, que apresentou forte queda (-8%) pelo 2º trimestre consecutivo (2,9% no 2º tri). Esta queda acumulada no ano de 11,6% no PIB agropecuário tem como principal fator as geadas que afetaram principalmente a safrinha de milho e a escassez hídrica. A indústria ficou estagnada (0,0%). Este resultado pode ser explicado pela falta e pelo aumento do custo de matéria-prima que tem afetado o setor. O setor de serviços (1,1%) apresentou resultado positivo no terceiro trimestre. Entretanto, o setor que ainda está em processo de recuperação. Diante da incerteza com a variante Ômicron, o segmento pode ter outro revés ainda no 4º trimestre. O desemprenho ruim do 3º trimestre colocou a economia brasileira em recessão técnica, quando o PIB recua por dois trimestres seguidos. O IBGE também revisou a queda no 2º trimestre de 2021 de -0,1% para -0,4%. A taxa de investimento foi de 19,4% do PIB, acima do trimestre anterior (18,2%). A taxa de poupança foi de 18,6%, menor que no trimestre anterior, 20,6%. O avanço da vacinação traz a expectativa de melhora para o setor de comércio, e principalmente, serviços. Entretanto, outros problemas novos e antigos prejudicam uma retomada mais rápida da economia. Há cinco fatores de atenção: O setor agropecuário, que foi pouco afetado pela pandemia, agora sofre com os problemas climáticos, como a crise hídrica e as geadas que prejudicaram as principais culturas. A situação de escassez de chuvas obriga a utilização da bandeira vermelha nível II. Diferente de 2020, em 2021 a pressão da inflação é um sinal de alerta, retirando a margem de política monetária expansionista promovida em 2020. O boletim Focus indica que o mercado projeta a inflação de quase o dobro do teto da meta (10,15%). A situação fiscal preocupa com um rombo previsto de R$ 247 bilhões em 2021 e sem cenários de reformas estruturais. A nova variante do novo coronavírus, variante Ômicron, preocupa já que pode ser que as vacinas não sejam tão eficazes contra ela.

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CAGED MOSTRA CRIAÇÃO DE 253.083 EMPREGOS, ABAIXO DAS EXPECTATIVAS. REVISÃO DOS DADOS DE 2020 APROXIMAM O CAGED DA REALIDADE… Os dados do Caged divulgados hoje indicam a criação de 2 empregos formais em setembro, abaixo da projeção do mercado (270 mil) e da GO Associados (320 mil). O saldo de empregos formais acumulados desde o início de 2021 é de 2,64 milhões. A tendência é que o saldo no mercado formal feche o ano próximo a 3 milhões de vagas criadas. No mês de outubro a maior contribuição veio do setor de serviços (144,6 mil). Criação de empregos por setor Apesar do resultado positivo, chamou atenção a nova revisão dos dados de 2020, de criação de 142,7 mil vagas para destruição de 191,5 mil. Isto aproxima os dados do Caged da realidade, com um número negativo em 2020 e recuperação ao longo de 2021. Apesar da revisão em 2020, a forte recuperação do mercado de trabalho em 2021 é inequívoca e observada também na PNAD Contínua. A taxa de desemprego que chegou a 14,9% no 1º trimestre de 2021, fechou o 3º trimestre em 12,6% Avanço da vacinação e retomada econômica elimina diferença entre taxa de desemprego real e oficial de desemprego… A taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em setembro caiu de 13,2% para 12,6% A queda foi superior às expectativas do mercado e da GO Associados (12,9%). A queda na taxa de desemprego reflete a retomada da atividade econômica, principalmente do setor de serviços. A população fora da força de trabalho continua caindo, entre o trimestre encerrado em agosto e o encerrado em setembro, 1,8 milhão de pessoas voltaram a estar empregadas ou a procurar emprego. Além disso, a população ocupada chegou a quase 93 milhões de pessoas, pouco menos do que o nível pré-pandemia (93,7 milhões em fev/20). O fim de ano costuma causar uma redução na taxa de desemprego. Entretanto, a velocidade desta queda na retomada pós pandemia é muito positiva mesmo com uma atividade patinando no 3º trimestre. Na quinta o PIB será publicado e a projeção da GO Associados é de estabilidade. A taxa real de desemprego calculada pela GO Associados também mostra esta normalização do mercado de trabalhado, com uma queda de 18% para 12,9%. Neste cálculo o nível de participação da força de trabalho é mantido constante em relação à população acima de 14 anos com base nos dados de 2019/20. Os dados mostram claramente uma normalização do mercado de trabalho. Porém a variante Ômicron coloca em risco estes avanços. Diversos países, incluindo o Brasil, anunciaram fechamento de fronteiras para alguns países africanos e se discute na Europa novos fechamentos, o que aumenta a volatilidade dos mercados financeiros.

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Prévia da Inflação em novembro reforça percepção de continuidade do ciclo de alta da SELIC… O resultado do IPCA 15 reforça a percepção de que a inflação deverá fechar 2021 bem acima do teto da meta de 5,25%. O novo resultado acima do esperado indica que há grande chance do IPCA-15 fechar o ano acima dos 10%. A inflação elevada força o Banco Central a acelerar o aumento da taxa Selic, que atualmente está em 7,75% ao ano, mas a expectativa é que sofra um reajuste de pelo menos 1,5 p.p. na última reunião do Copom em 7 e 8 de dezembro. O IPCA 15 de novembro subiu 1,17% em comparação a outubro, bem acima da projeção de mercado (0,97%) e da GO Associados (0,91%). O resultado, que também foi a maior alta para o mês de novembro desde 2002, faz com que a inflação chegue a 10,73% em 12 meses e 9,57% no acumulado do ano. O grupo combustíveis (2,89%) foi mais uma vez a principal responsável pelo resultado. A gasolina que faz parte do grupo subiu 6,62% e acumula uma alta de 48% em 12 meses. No item habitação o botijão de gás foi o item que mais subiu (4,34%). A energia elétrica, cujo último reajuste na bandeira tarifária ocorreu em setembro, subiu menos agora, (0,93%). A alta da taxa de juros encarece o custo do dinheiro, inibindo parte da pressão de demanda na inflação. Mas não resolve o problema de oferta ocasionado pela crise hídrica e desorganização das cadeias produtivas ou a incerteza fiscal que continua pressionando o câmbio. Estes problemas devem perdurar até 2022, ano eleitoral, onde corte de gastos e rigidez fiscal encontram maior resistência política.

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Aprovar a PEC dos precatórios no Senado pode custar ainda mais caro para os cofres e para a credibilidade da política fiscal… A PEC dos precatórios (PEC 23/2021) deve ser votada no Senado nesta semana. A resistência desta vez deve ser maior do que foi na Câmara. A PEC prevê a postergação do pagamento de precatórios de 2022. A proposta foi piorada com a mudança retroativa do cálculo da regra que permite a atualização dos gastos públicos pela inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior. A ideia é passar o período para janeiro a dezembro, atualizando retroativamente os valores do teto desde 2016. O espaço fiscal criado pela PEC dos Precatórios vem aumentando com a aceleração da inflação. Se as previsões de inflação se confirmarem, o valor a ser aberto no Orçamento de 2022 deve subir dos R$ 91,6 bilhões estimados em outubro para R$ 106,1 bilhões segundo o Ministério da Economia. O problema do adiamento do pagamento dos precatórios e da mudança na regra do cálculo do teto é que, apesar de dentro das regras e de teoricamente não romper o teto, o efeito prático é o de o governo expandir os gastos. Há uma proposta substitutiva que exclui o pagamento de parte dos precatórios do teto de gastos, em caráter excepcional. Neste caso, apenas o espaço ganho com a exclusão dos precatórios, cerca de R$89 bilhões, seria suficiente para financiar a totalidade dos custos do auxílio Brasil. O anúncio de medidas para elevar a popularidade do presidente em contradição com a responsabilidade fiscal comprometeram a credibilidade da política econômica. A Câmara dos Deputados também deve votar hoje a Medida Provisória que cria o auxílio Brasil (MP 1.061). Este programa social começou a ser pago em novembro com valor médio de R$ 217,18. Para elevar a R$400 o governo precisa aprovar justamente a PEC dos Precatórios.

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O que vai mexer com as expectativas na próxima semana… No cenário doméstico: O principal destaque da semana deve ser as negociações envolvendo a PEC dos Precatórios no Senado. A possibilidade de uma retirada completa dos precatórios do teto em 2022 leva a um temor de um maior descontrole fiscal com possíveis reajustes para servidores e da continuidade da indefinição em relação ao orçamento do próximo ano dado que a proposta teria que voltar à Câmara. A Medida Provisória que cria o Auxílio Brasil (MP 1.061/21) será votada no plenário da Câmara dos Deputados na próxima semana, de acordo com o presidente Arthur Lira (PP-AL). O relator é o deputado Marcelo Aro (PP-MG), que até o momento não apresentou seu parecer. A repercussão do dado do Prodes, divulgado ontem e que mostrou aumento de quase 22% no desmatamento em 2021 deve ser um dos principais assuntos da semana. O principal indicador será o IPCA-15, a ser publicado na quinta, dia 25. A GO Associados projeta uma variação de 0,91%. Na sexta serão publicados os dados do Caged para outubro. Apesar da desaceleração da economia no 3º trimestre o mercado formal de trabalho deve continuar a mostrar uma criação acima de 300 mil vagas. Ocorrerá na próxima sexta-feira leilão para a comercialização de mais de 55 milhões de barris de petróleo de propriedade da União dos campos de Búzios, Sapinhoá e Tupi e da Área de Desenvolvimento de Mero. Vencerá a empresa que oferecer o maior ágio. No cenário externo: A próxima semana é mais curta nos Estados Unidos com o feriado de Ação de Graças na quinta. Apesar disso, na quarta ocorrerá a divulgação da ata da última reunião do FOMC e o índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE). Duas importantes divulgações para avaliação do cenário de juros e preços nos EUA. Além disso, a prévia dos Índices de Compras dos Gerentes (PMIs) dos países da Europa e EUA divulgados na terça darão indicativos sobre o momento da economia mundial. Os dados de atividade dos EUA em outubro surpreenderam positivamente. Investimento em infraestrutura portuária é fundamental para a recuperação e para a competitividade da economia brasileira… O governo federal leiloou hoje dois terminais portuários de armazenamento de combustíveis em Santos/SP e Imbituba/SC. A Transpetro, subsidiária da Petrobras, foi a única ofertante para arrematar o terminal STS08A, no porto de Santos, para uma concessão de 25 anos que já era operada pela empresa. Os investimentos previstos são de R$ 678,3 bilhões. O investimento no setor portuário é fundamental para competitividade da economia brasileira. Desmatamento da Amazônia cresce 21,97% em 2021. 8,7 vezes o município de São Paulo… O dado oficial de desmatamento da Amazônia foi divulgado no fim da tarde de ontem com 13.225 km². A área desmatada representa 8,7 vezes a área do município de São Paulo. O período compreende 1º de agosto de 2020 a 31 de julho de 2021, registrando crescimento de 21,97% em relação ao dado anterior, de 2019/20. Este é o pior resultado desde 2006, quando o país registrou 14.286 km² de área desmatada. Desmatamento da Amazônia Legal - Prodes O dado mostra o desafio em cumprir a meta anunciada pelo Brasil na COP26 de zerar o desmatamento ilegal até 2028. É o quarto ano seguido em que a área desmatada cresce. O desmatamento no período 2017-21 aumentou 90,6%.

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Desmatamento da Amazônia cresce 21,97% em 2021. 8,7 vezes o município de São Paulo… O dado oficial de desmatamento da Amazônia foi divulgado no fim da tarde de hoje com 13.225 km². A área desmatada representa 8,7 vezes a área do município de São Paulo. O período compreende 1º de agosto de 2020 a 31 de julho de 2021, registrando crescimento de 21,97% em relação ao dado anterior, de 2019/20. Este é o pior resultado desde 2006, quando o país registrou 14.286 km² de área desmatada. Desmatamento da Amazônia Legal – Prodes O dado mostra o desafio em cumprir a meta anunciada pelo Brasil na COP26 de zerar o desmatamento ilegal até 2028. É o quarto ano seguido em que a área desmatada cresce. O desmatamento no período 2017-21 aumentou 90,6%. Índice de Equidade Racial nas Empresas registra alguns avanços, mas sugere que há um longo caminho a ser percorrido… A Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial lançou hoje a segunda edição do Índice de Equidade Racial nas Empresas (IERE), elaborado em parceria com o Instituto DataZumbi e com a GO Associados. O IERE 2021 contou uma série de aprimoramentos com relação à edição de 2020, bem como um aumento expressivo no número de participantes: fizeram parte do índice neste ano 42 empresas associadas, frente a 23 participantes em 2020. Foram avaliados 6 pilares que são a base para a promoção da equidade racial nas empresas. As notas médias das empresas participantes, que podem variar de 0 a 10 por pilar, são apresentadas a seguir: O IERE 2021 mostra que embora a parcela de profissionais negro(as) em toda a empresa, na média, tenha aumentado de 29% para 29,6% entre as duas edições, a representatividade negra ainda é muito baixa quando se considera os cargos de liderança. Nos Conselhos de Administração e cargos de Diretoria, a parcela de negro(as) é ainda muito baixa: são 3,3% de homens negros e 0,8% de mulheres negras, na média das participantes. O Pilar de Recenseamento Empresarial representa o resultado prático das ações afirmativas implementadas pelas empresas em todos os demais pilares do índice: a nota global do conjunto de participantes este ano foi de 3,81 de um total de 10, o que evidencia que ainda há muito o que ser feito em termos de inclusão da população negra no setor privado brasileiro. O índice deste ano demonstra que houve avanços importantes em termos de ações afirmativas voltadas para a conscientização do tema, mas ações mais de médio e longo prazo, como aquelas do Pilar de Ascensão do IERE, ainda não têm sido devidamente exploradas pelas empresas. O relatório completo do IERE 2021 está disponível no site da Iniciativa.

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Pouco divulgada, a agenda de padronização das métricas ESG foi um resultado importante da COP 26… É natural que a padronização de relatórios estatísticos gere menos atenção da mídia do eu o anúncio de acordo de intenções entre os EUA e China e de metas de redução na emissão de metano. Mas a auditoria das metas de sustentabilidade tem efeito prático bem maior do que a maioria dos anúncios feitos em Glasgow. A Fundação das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) anunciou durante a COP26 a formação do International Sustainability Standards Board (ISSB) que terá como objetivo consolidar métricas e parâmetros para medir o desempenho ESG das empresas. A implementação de políticas ESG demanda credibilidade e métricas transparentes de avaliação para saber quem realmente está cumprindo as políticas ESG. Tais métricas inibem o greenwashing uma prática onde a empresa anuncia políticas sustentáveis, mas que na prática são apenas de fachada. Atualmente existem diferentes métricas para avaliar políticas ESG, Três das mais conhecidas nos últimos anos foram SASB, IIRC e o GRI. Empresas listadas na bolsa de Nova York, por exemplo, são obrigadas a publicar o SASB. O Quadro mostra as características básicas de cada uma destas metodologias. Embora tais metodologias sejam criteriosas e tenham sido úteis, o mercado se ressente de maior uniformização dos relatórios e maior integração com as estatísticas financeiras habituais. Este trabalho de consolidação pode significar um salto na comparabilidade entre empresas de diferentes países como ocorreu no passado em relação às normas contábeis. O grupo de trabalho Technical Readiness Working Group (TRWG) fará esta consolidação das métricas através de oito produtos, sendo que os dois primeiros foram publicados durante a COP 26. O Quadro resume as principais entregas encomendadas ao grupo de trabalho criado com o objetivo de desenvolver agenda ambiciosa de integração dos números de ESG às práticas empresariais de reporte aos mercados. As métricas divulgadas pelo ISSB podem servir de base para avaliar e classificar as empresas, contribuindo ou dificultando acesso a investimentos, de acordo com a classificação ESG. A maior confiabilidade das estatísticas permite a avaliação de risco mais acurada e consequentemente menor custo na emissão de títulos verdes, bem como o desenvolvimento ainda mais rápido destes mercados.

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Inflação afeta os serviços de transporte e interrompe recuperação do setor em setembro. 3º trimestre pode confirmar nova recessão técnica… O volume de serviços recuou 0,6% em setembro comparado a agosto, bem abaixo das expectativas do mercado (+0,5%) e da GO Associados (+0,2%). Interrompeu uma sequência de altas que vinha desde a queda de março (-3,4%), causada pelo aperto das restrições sanitárias naquele mês. Dois fatores principais contribuíram para a queda: O segmento de serviços prestados às famílias cresceu apenas 1,3%. A recuperação deste setor, que ainda está mais de 16% abaixo do pré-pandemia estava sustentando os resultados positivos dos últimos meses. Houve forte queda (-1,9%) no setor de transportes. A inflação, que tem como destaque os combustíveis, e as sucessivas quedas de produção na indústria afetaram o transporte terrestre (-1%). Além disso, houve uma queda inesperada em transporte aéreo (-9%). A divulgação dos dados da PMS forma o cenário de setembro e do 3º trimestre das principais pesquisas setoriais divulgadas pelo IBGE e as perspectivas não são animadoras: no mês de setembro todos os indicadores setoriais indicam queda. A projeção da GO Associados para a prévia do PIB, a ser divulgada na terça, é de uma queda de 0,86%. O desempenho como um todo do 3º trimestre levanta questões também sobre uma possível recessão técnica. O PIB caiu 0,1% e tanto a indústria quanto o varejo apresentaram fortes quedas no 3º tri: uma nova queda levaria o país a um cenário de recessão técnica. Desempenho ruim no 3º tri pode levar país a entrar em recessão técnica O que vai mexer com as expectativas na próxima semana… No cenário doméstico: O principal assunto da próxima semana será a discussão sobre o Projeto de Lei que prorroga a desoneração na folha de pagamento para 17 setores da economia. A expectativa é de que o PL seja votado na CCJ da Câmara e vá direto ao Senado dado que tramita em caráter conclusivo. A PEC dos precatórios deve começar a ser analisada no Senado. O relator será o líder do governo Fernando Bezerra (MDB-PE). A expectativa é de que a PEC seja aprovada no Senado até o fim do mês. O pagamento do Auxílio Brasil terá início na próxima quarta, 17. Caso a PEC dos Precatórios seja aprovada o calendário com valor de R$ 400 será cumprido a partir de dezembro. O indicador de destaque a ser divulgado é o IBC-BR de setembro, a ser divulgado na terça, 16. Após quedas na indústria, varejo e serviços a GO Associados estima uma queda de 0,86% na prévia do PIB. Por fim, na sexta dia 19 ocorrerá o leilão de arrendamento portuário envolvendo seis terminais que juntos somam cerca de R$ 1,2 bilhão em previsão de investimentos. O destaque fica para os dois terminais do Porto de Santos, STS08 e STS08A, com previsão de investimento de R$ 265,5 bi e R$ 791,8 bi respectivamente. No cenário externo: O principal destaque no cenário internacional será a repercussão dos resultados da COP 26 que deveria terminar hoje, mas provavelmente vai se estender no final de semana, Chamam atenção os dados de atividade da China para o mês de outubro, a serem divulgados na noite de domingo. A desaceleração da economia chinesa é um dos grandes pontos de atenção da economia mundial. Na manhã de terça será a vez dos dados de atividade de outubro dos EUA. Assim como no caso da China, os dados dos EUA vieram abaixo do esperado em agosto.

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Varejo tem nova queda e termina 3º trimestre com variação negativa… Após queda de 4,3% em agosto o varejo apresentou nova queda, de 1,3%, em setembro, resultado veio abaixo das expectativas do mercado (queda de 0,6%). O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, apresentou queda semelhante, de 1,1%. Com o resultado, o varejo fica abaixo do patamar pré-pandemia pela primeira vez desde março, em que ocorreu a segunda onda de fechamentos da economia. Apesar da queda, as vendas no varejo acumulam alta de 3,8% no ano. O comércio varejista ampliado apresenta alta de 3,9% nos 9 primeiros meses de 2021. Os resultados ruins em agosto e setembro ligam o sinal de alerta para as principais datas do comércio no ano: a Black Friday, que ocorre no próximo dia 26, e o Natal no próximo mês. Além disso, a inflação acima de dois dígitos e a elevação de juros, que deve fechar o ano a 9,25%, são outros fatores que podem prejudicar o desempenho do setor. Há dois motivos principais para este resultado: A inflação alta, principalmente de combustíveis, está afetando este segmento. É a terceira queda consecutiva na venda de combustíveis e lubrificantes; A diminuição de medidas de restrição de mobilidade faz com que ocorra uma troca entre comércio e serviço. Por exemplo, as compras em hipermercados e supermercados caíram pelo 3º mês consecutivo, as pessoas passaram a comer mais em restaurantes. Dos 10 subsetores que forma o Varejo Ampliado, sete voltaram a ficar abaixo do patamar pré-pandemia. Destaque negativo para combustíveis e lubrificantes (-10,6%), que sofre com o forte aumento dos preços; livros, jornais revistas e papelaria (-37,3%) e; equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (-18,7%). Variação percentual em relação ao pré-pandemia (Fev/20) Expectativas para safra 2021/22 mostram aumento na produção de grãos, o que pode ter impacto positivo na inflação… O anúncio do 2º Levantamento de Grãos para a safra 2021/22 feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indicou um valor de 289,8 milhões de toneladas de grãos, um crescimento de 14,7% com relação à safra 2020/21. Destaque para a recuperação do cultivo de milho, que sofreu com as geadas e crise hídrica neste ano. As estimativas mostram uma produção de 116,7 milhões de toneladas, enquanto a safra de 2020/21 apresentou um volume de 87 milhões de toneladas, crescimento de 34,1%. A projeção para a soja também é positiva, com um aumento na área plantada, produtividade e produção. A Conab avaliou um volume de produção a mais de 4,6 milhões, totalizando 142 milhões de toneladas. O aumento na produção do próximo ano pode diminuir os preços destas commodities. De acordo com o Cepea, no dia 24/04 deste ano, a saca de soja chegou a custar R$183,02, maior valor desde 2006. Já o milho, dia 18/05 registrou R$103,23, maior recorde também.

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Inflação em 12 meses supera o dobro do teto da meta em outubro… O IPCA de outubro foi de 1,25%, acima da expectativa da GO Associados (1,10%) e do mercado (1,05%). O índice oficial de inflação no acumulado em 12 meses permaneceu acima de dois dígitos e acelerou no mês, de 10,25% para 10,67%, superior ao dobro do teto da meta de inflação para 2021, 5,25%. O resultado de outubro foi o maior para o mês desde 2002, quando o câmbio atingiu o maior valor em termos reais desde o início do plano Real, pelo efeito da vitória iminente do então candidato Lula. Em valores atualizados, o câmbio de outubro de 2002 teve a média de R$7,36, contra R$5,63 em outubro de 2021. O item transportes teve a maior variação (2,62%), a gasolina subiu (3,1%) seguindo as altas anunciadas pela Petrobrás ao longo de outubro. Um sinal positivo para os próximos meses é o preço do dólar que está diminuindo nesta primeira quinzena do mês, passando de R$ 5,64 para R$ 5,46. Este movimento pode fazer com que a Petrobrás reverta um pouco o processo de alta dos combustíveis. A gasolina acumula alta de 38,29% no ano e de 42,72% nos últimos 12 meses. Os alimentos também pressionaram a inflação (1,17%), alguns itens dispararam: frango em pedaços (4,34%), batata-inglesa (16,10%) tomate (26,01%). Preocupa também como a inflação está disseminada entre todos os grupos do índice. Dos nove conjuntos do IPCA apenas quatro apresentaram inflação menor que 1% no mês e menores que o teto da meta (5,25%) no acumulado do ano. Somados, estes grupos representam apenas 33,7% do índice. Este comportamento inflacionário reforça a percepção de que o Comitê de Política Monetária deverá continuar o ciclo de alta na última reunião do ano em 8 de dezembro.

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Persiste incerteza macro e ausência de debate micro em relação à PEC dos precatórios… A Câmara dos Deputados deve votar hoje a PEC dos precatórios em segundo turno. No primeiro turno teve aprovação apertada com 312 votos a favor, apenas quatro votos acima do mínimo necessário (308). A aprovação dependeu de votos de partidos de oposição, como PDT e PSB. Até a votação deve haver forte pressão sobre os parlamentares destes partidos para que mudem de posição. Se aprovada na Câmara, a PEC ainda deverá enfrentar dois turnos no Senado, onde o governo ainda não conseguiu avançar em questões importantes, como a indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal, por exemplo. Vencida a batalha da PEC, o governo começa a batalha do orçamento, o prazo para aprovação da Lei Orçamentária Anual é 23 de dezembro. Segundo cálculos do Ministério da Economia, a PEC abre cerca de R$ 91,6 bi de espaço no teto de gastos: R$ 47 bi da mudança retroativa no cálculo do teto de gastos e R$ 44,6 pela limitação de pagamento de precatórios. Este valor deve ser usado para o pagamento do Auxílio Brasil. O auxílio Brasil foi criado pela Medida Provisória 1.061, em agosto e regulamentado pelo Decreto 10.852 publicado ontem à noite. O número de beneficiários deve passar de 14,7 milhões para 17 milhões até dezembro. O valor médio pago pelo novo programa será de R$217,18 contra R$190 do bolsa família. Este valor é o que está garantido até agora. Caso a PEC dos precatórios seja aprovada, o valor mínimo sobe para R$400 a partir de dezembro e até o fim de 2022. Entretanto, na versão regulamentada ontem o Auxílio é dividido em três benefícios principais: Benefício Primeira Infância: para famílias com crianças de até 3 anos incompletos. O benefício será de R$ 130, por criança nessa faixa etária. O limite será de cinco benefícios por família. Benefício Composição Familiar: para famílias que tenham gestantes, ou pessoas de 3 a 17 anos de idade, ou de 18 a 21 anos matriculados na educação básica. O valor do benefício será de R$ 65,00, por pessoa nas condições citadas. O limite será de cinco benefícios por família. Benefício de Superação da Extrema Pobreza: esse benefício é concedido se, mesmo após o cálculo dos outros benefícios do “núcleo básico”, a renda mensal per capita da família ainda estiver abaixo da linha de extrema pobreza. O valor da linha de extrema pobreza será de R$ 100 por pessoa e o benefício de superação dependerá de outros fatores. O valor mínimo é de R$ 25 por integrante. Além do núcleo básico, outros seis benefícios complementares também foram inclusos no Auxílio Brasil como incentivos a famílias com jovens que participem de competições escolares (Esportivas ou científicas), um voucher para famílias que não consigam vagas em creches públicas e incentivos também para beneficiários que comprovem ocupação, seja rural ou urbana. Tais mudanças parecem em princípio pertinentes, mas mereceriam análise de custo-benefício mais detalhada. Porém, tal debate substantivo não tem ganhado destaque em um debate polarizado e marcado por forte influência da conjuntura político-eleitoral.

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Concessões e privatizações no governo Bolsonaro somam mais de R$ 185 bi de outorga e R$ 155 de investimentos previstos… Apesar das dificuldades macroeconômicas, tem havido um salto no investimento em infraestrutura por parte do setor privado. Nos últimos três anos foram registrados R$ 185 bilhões de outorga e R$ 155 bilhões de investimento, recordes na história econômica do país. É verdade que são valores menores do que as promessas de campanha, mas representam um salto qualitativo. No início do governo Bolsonaro, a promessa feita pelo ministro Paulo Guedes era de alcançar R$1 trilhão. Entretanto, até o fim de 2022 a Eletrobrás deve ser a única grande privatização. Até o momento as privatizações estão concentradas apenas na venda de subsidiárias da Petrobrás, como a Tag (R$ 33,5 bi) e BR Distribuidora (R$ 11,5 bi). Se a área de privatizações vem em ritmo mais lento, a de concessões é um destaque positivo. O levantamento da GO Associados indica que foram levantados R$ 97,7 bilhões em outorgas das concessões federais até o momento. Somadas as concessões com modelagem feita pelo BNDES ou PPI, este número chega a R$ 123,2 bi, valor superior ao dobro do que foi pago com o auxílio emergencial em 2021, de R$60,5 bi. Leilões desde 2019 arrecadaram em outorga R$ 185,2 bi Mais importante do que o dinheiro que vai para os cofres públicos é o montante de investimentos previstos, de R$ 155,5 bilhões, algo fundamental para atenuar os gargalos da infraestrutura. Dois destaques dos processos recentes de concessões e privatizações: O volume de investimento do leilão do 5G (R$ 39,1 bi) que está acontecendo agora deixa as telecomunicações em uma posição de destaque; O setor de saneamento deve se tornar o principal segmento até o fim do ano, com o leilão do Bloco 3 da Cedae e dos blocos B e C em Alagoas. Os investimentos são mais do que necessários para o país superar o atraso histórico deste setor. O que vai mexer com as expectativas na próxima semana…     
No cenário doméstico: O principal assunto da próxima semana será a votação em 2º turno da PEC dos precatórios. Após uma aprovação apertada em primeiro turno, com apenas cinco votos a mais do que o necessário para aprová-la. A expectativa é que a Câmara vote em segundo turno na terça-feira. Se alcançar os 308 votos, o projeto segue para o Senado. Na quarta, será anunciado o índice oficial de inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro. A projeção da GO Associados é alta de 1,1%. Com o resultado a inflação deve continuar acima dos dois dígitos, a 10,4%. Na quinta, dia 11, será divulgada a Pesquisa Mensal do Comercio de setembro. Após uma forte queda (-3,1%) em agosto, o varejo deve mostrar recuperação. Na sexta, 12, será a vez dos números do setor de serviços que deve continuar a apresentar crescimento baseado na recuperação do segmento de serviços prestados às famílias. Dia 11, a Conab anuncia o 2º Levantamento da Safra de Grãos 2021/22. Também no dia 11 o IBGE divulgará o levantamento sistemático da produção agrícola do mês de outubro. A temporada de balanços continua na próxima semana concentrando diversos resultados significativos como os de bancos e de empresas do setor de saneamento No cenário externo: No dia 12, sexta-feira, será o encerramento da COP 26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021. Com o FOMC anunciando que começará a diminuir o ritmo de compra de títulos públicos começam as apostas de que o Banco Central dos EUA terá que subir a taxa de juros antes do que inicialmente previsto. Nesse sentido na quarta, dia 10, será publicado o índice de preços ao consumidor (CPI). No acumulado de 12 meses até setembro o índice acumula 5,3%. Dados da economia chinesa também serão destaque: na noite de terça o CPI de outubro e na quarta a Produção Industrial. A economia chinesa desacelerou no 3º trimestre.