Expansão do crédito e crise econômica, fazem bancos projetarem aumento da inadimplência

Updated: Aug 19


A crise do novo coronavírus interfere no mercado de crédito, de diversas maneiras. Por um lado, o governo busca expandir o crédito como forma de ajudar a economia durante a pandemia. Por outro, o crescimento do desemprego e os impactos na renda certamente farão crescer a inadimplência.


Para conceder um empréstimo os bancos possuem um sistema que classifica o crédito de acordo com seu produto e com o perfil do cliente para quem o crédito é concedido, além de questões subjetivas como medidas a partir da situação da economia e da situação financeira do cliente.


As carteiras de créditos em atraso são classificadas em nove categorias (de AA até H) considerando o tempo de atraso e o perfil do cliente. Todo contrato de crédito classificado como H deve ser 100% provisionado, ou seja projetado como prejuízo.


Além disso, os bancos devem considerar as perspectivas do cliente em pagar a divida, um cenário prospectivo, algo menos objetivo. Esse provisionamento de possíveis ou prováveis prejuízos faz com que os bancos consigam deduzir dos seus lucros apurados a parte de suas carteiras de crédito que apresentam sinais de inadimplência.


Projetando o aumento da inadimplência durante a pandemia da COVID 19 os maiores bancos brasileiros aumentaram bastante a provisão de inadimplência. Se comparado ao mesmo período de 2019, em 2020 o Itaú aumentou seu provisionamento em 147%, o Banco do Brasil em 63%. Por consequência, o lucro dos bancos sofreram reduções no 1º tri de 2020.


Outro impacto negativo que a inadimplência pode ter, é que ela encarece o custo do crédito.



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