Em busca de um juro que concilie recuperação e inflação baixa

Updated: Aug 19



A Ata da última reunião do Copom deu indícios de que para o Banco Central a economia continua em marcha lenta. Isso significa que há espaço para crescer sem gerar inflação, o que permite que os juros continuem em um patamar baixo.


Entretanto, o Copom prega cautela e cita riscos, como a incerteza da guerra comercial entre EUA e China. Apesar do acordo preliminar entre as duas maiores economias mundiais, é difícil imaginar o fim das tensões comerciais depois de tantas idas e vindas.


Outro fator de risco é a incerteza quanto ao nível de taxa de juros que seja baixo o suficiente para permitir a recuoeração sem desencadear uma aceleração inflacionária.


O último risco citado é a frustração em relação a continuidade das reformas. Não há dia D para reforma; é um processo que demanda tempo. A reforma tributária, por exemplo, é uma das mais complexas para aprovar e depois implementar.


Neste sentido, Bolsonaro foi realista ao afirmar que seria mais produtivo falar em uma simplificação da estrutura tributária e não de uma reforma profunda. Desde que não se venha novamente com a má ideia de recriar a CPMF.

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