Coronavírus custou mais de um milhão de empregos formais

Updated: Aug 19




Uma das características da crise econômica provocada pelo novo coronavírus é um impacto imediato no mercado de trabalho. Basta lembrar que até agora a taxa de desemprego nos EUA passou dos 4,4% para 14,7%.


A crise do novo coronavírus já custou mais de 1,1 milhão de vagas formais a economia brasileira segundo dados do Caged. Em abril o saldo de vagas formais foi negativo em 860,5 mil enquanto em março as demissões superaram as admissões em 240,7 mil.

Saldo mensal de empregos formais de janeiro a abril de 2019 e 2020

Fonte: CAGED

Depois de algumas dificuldades de divulgação no início do ano e que foram amplificadas com a crise da Covid-19, o Ministério da Economia finalmente divulgou os dados de emprego formal de janeiro a abril.

Apesar de um saldo superior se comparado a ano passado nos meses de janeiro e fevereiro a crise impôs uma nova realidade. O saldo negativo acumulado até abril de 763,2 mil vagas de emprego formal é o pior resultado da história. Mais que o dobro do registrado em 2016, negativo em 378,5 mil.

Apenas os estados do Acre, Mato Grosso do Sul e Roraima apresentam saldo positivo. Apenas no estado de São Paulo no ano foram destruídas 227,7 mil vagas de emprego formal, no Rio de Janeiro 125,1 mil.

A crise da Covid-19 afeta principalmente determinados setores da economia. Apenas o comércio já perdeu 342,7 mil vagas no ano. O setor de serviços 280,7 mil vagas. O único setor com saldo positivo no ano é o setor agropecuário, com mais de 10 mil vagas formais criadas. O agro continua superando as dificuldades da crise e sendo o ponto positivo da economia.


Fonte: CAGED


O resultado péssimo no mercado formal poderia ser ainda pior. Segundo o Ministério da Economia desde 1º de abril, data da edição da Medida Provisória 936/2020, que criou o Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, foram preservados mais de 8,1 milhões de empregos no país.


O resultado de abril deve impactar a taxa de desemprego de abril que será divulgada amanhã pelo IBGE. O aumento exponencial do desemprego, apesar das medidas de mitigação da crise, é inevitável.


Cabe ao governo a manutenção da renda durante o combate a pandemia que só será sucedido com uma real união nacional, e dar condições para possibilitar uma retomada da economia e, principalmente, do mercado de trabalho.

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