A segunda onda do desemprego está chegando

Updated: Aug 19



A taxa de desemprego subiu para 12,2% no primeiro trimestre de 2020, uma alta de 1,2 p.p. em comparação ao trimestre anterior. Porém, o número é 0,5 p.p. menor do que o primeiro semestre de 2019. São 12,9 mi de desempregados no Brasil.


Diante da crise do novo coronavírus o aumento do desemprego era esperado. A onda de desemprego da crise de 2015-16 ainda não havia passado quando os efeitos do novo coronavírus sobre a economia impactaram o mercado de trabalho.


Hoje são 27,6 milhões de brasileiros estão entre os desocupados, subocupados e desalentados.


Apesar da notícia ruim, o indicador do IBGE de hoje vai na mesma direção do número de pedidos de seguro desemprego divulgado ontem, onde é possível observar uma um resultado relativamente menor ao esperado, dada a redução brusca da atividade econômica.


É possível supor que as medidas provisórias 927 e 936 de flexibilização dos contratos de trabalho atenuarão o problema do desemprego. Mas os dados disponíveis ainda não permitem conclusões. Com as informações de abril e maio será possível entender com mais clareza a situação de mercado de trabalho.


Os dados de pedidos novos de seguro desemprego nos EUA ilustram o potencial de impacto. O indicador divulgado hoje continua na casa dos milhões: 3,4 milhões. Até a crise do novo coronavírus a média para os últimos 12 anos era de 337 mil, mas saltou para mais de 3 milhões na última semana de março e continua na casa dos milhões. O acumulado das últimas seis semanas é superior 30 milhões de pedidos!!


Daí a urgência em conceber um plano de recuperação do emprego e da produção.

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